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Pesquisa indica que consumo de ovo pode ajudar a melhorar a memória


Nas últimas décadas, o ovo passou de vilão a um dos alimentos mais valorizados pela ciência, sendo considerado um dos mais completos e benéficos para a saúde. Um estudo recente, publicado em agosto na revista Nutrients, destaca os impactos positivos do consumo de ovos na memória, especialmente entre mulheres.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego, EUA, analisaram dados de 890 pessoas, sendo 357 homens e 533 mulheres. Os hábitos alimentares dos participantes foram investigados, e eles realizaram testes cognitivos. O estudo revelou que as mulheres que consumiam ovos regularmente apresentaram menor declínio na fluência verbal ao longo dos anos. Elas demonstraram maior facilidade em nomear categorias de itens, como animais, em comparação àquelas que não consumiam o alimento.

Entre os nutrientes que merecem destaque está a colina, uma vitamina do complexo B presente na gema do ovo. A colina é essencial para a produção de acetilcolina, um neurotransmissor que desempenha um papel fundamental na aprendizagem e memória. Além disso, o ovo contém luteína e zeaxantina, carotenoides com forte ação antioxidante que protegem o cérebro contra o estresse oxidativo e inflamações, contribuindo para a saúde dos neurônios e de outras estruturas cerebrais.

Além desses compostos, o ovo é valorizado por seu conteúdo proteico. Embora a gema contenha uma porção menor de proteínas, a clara é rica em aminoácidos, essenciais para a formação de tecidos e órgãos, além de ajudar na integridade de unhas, cabelos e pele, e na construção muscular.

No entanto, é importante evitar o consumo excessivo de ovos. Exageros não trazem benefícios adicionais e podem prejudicar a saúde. A quantidade ideal deve ser ajustada ao perfil e estilo de vida de cada pessoa.

Sobre o colesterol 

O ovo nem sempre teve essa boa reputação. Nos anos 1970, ele foi excluído de muitas dietas por ser acusado de elevar o risco cardiovascular devido à sua alta concentração de colesterol. Somente nos anos 2000, estudos mostraram que apenas uma pequena parte do colesterol da dieta influencia os níveis de colesterol no sangue, já que cerca de 70% é produzido pelo fígado.

Atualmente, sabe-se que o consumo excessivo de gorduras saturadas e trans – encontradas em carnes, coco e alimentos processados – é o principal fator responsável pelo aumento do colesterol LDL (o "ruim") e pelos danos às artérias.

Dicas para incluir o ovo no dia a dia

Com tantos benefícios e livre das antigas restrições, confira algumas sugestões da nutricionista para adicionar o ovo na rotina alimentar, sempre com moderação:
  • No café da manhã: Mexido, cozido ou em omeletes. Pode ser combinado com vegetais, como espinafre ou tomate, para aumentar a ingestão de fibras.
  • Nos lanches: Cozido, é uma opção prática e nutritiva, fácil de transportar.
  • Em saladas: Adicione ovos cozidos para aumentar o teor proteico da refeição e prolongar a sensação de saciedade.
  • Como substituto da carne: Pode ser uma fonte de proteína, especialmente em refeições vegetarianas.
  • Em receitas: Panquecas, bolos e suflês ganham mais nutrientes com a adição de ovos.
É importante cozinhar bem os ovos para evitar riscos de contaminação por salmonella, uma bactéria que não sobrevive ao calor. Além disso, sempre verifique a procedência e a presença de selos de garantia.

Exceto para pessoas com alergia, o consumo de ovos, dentro de uma dieta equilibrada, é altamente recomendado pela ciência.